Durante muito tempo, acreditou-se que a inteligência artificial seria a grande força de democratização do trabalho. A promessa era simples: com as ferramentas certas, profissionais medianos poderiam alcançar o desempenho dos melhores.
A realidade começa a mostrar outro cenário.
Pesquisas recentes indicam que a IA não está reduzindo desigualdades de performance. Está ampliando. E de forma acelerada. E aqui, já respondemos a pergunta do título, mas continue a leitura para entender o porquê isso acontece e o caminho para nivelar.
Segundo a pesquisa de Matthew Call, publicada no The Wall Street Journal, os profissionais de alto desempenho são justamente aqueles que mais se beneficiam da inteligência artificial. Não porque usam mais ferramentas, mas porque sabem pensar melhor com elas.
A Ampliação da Lacuna de Talento
A IA costuma ser descrita como uma tecnologia “equalizadora”. Mas, no ambiente de trabalho, ela tem operado como um multiplicador de capacidades já existentes.
Profissionais de elite, aqueles com domínio profundo do seu campo, visão sistêmica e pensamento crítico, são os que empurram os limites do que a IA pode fazer. Eles não aceitam respostas genéricas. Refinam perguntas, ajustam hipóteses, testam cenários e questionam resultados.
Imagine uma consultora experiente lançando um novo produto. Em vez de pedir à IA uma análise ampla de mercado, ela direciona perguntas específicas sobre regulamentação, dinâmica competitiva e barreiras de entrada. Sua bagagem profissional permite transformar a IA em um parceiro estratégico, não em um atalho superficial.
O resultado? Insights mais precisos, decisões melhores e desempenho ainda mais elevado.
Por que os Melhores Ganham Mais com IA
A pesquisa aponta alguns fatores-chave:
- Expertise no domínio: quem conhece profundamente sua área sabe formular perguntas melhores e interpretar resultados com mais critério.
- Autonomia e experimentação: profissionais de destaque adotam IA cedo, constroem fluxos próprios e aprendem fazendo. Enquanto outros esperam por regras.
- Capacidade crítica: sabem quando confiar na IA e quando descartá-la.
- Reconhecimento organizacional: seu status faz com que os ganhos de produtividade sejam atribuídos ao talento, não à ferramenta.
- Isso cria um ciclo de retroalimentação positiva: quanto mais aprendem a usar IA de forma estratégica, mais se distanciam dos demais.
O Risco Invisível para as Organizações
Essa dinâmica não afeta apenas carreiras individuais. Ela gera impactos profundos nas equipes.
À medida que profissionais de alto desempenho se tornam hiperprodutivos, cresce a frustração com colegas que não acompanham o ritmo. Especialistas alertam que isso pode criar um ambiente de duas camadas:
de um lado, a elite aumentada por IA; do outro, profissionais que usam a tecnologia apenas de forma operacional. O resultado? Tensões, ressentimento e perda de coesão, comprometendo o desempenho organizacional como um todo.
O que Empresas e Profissionais Precisam Reaprender
A pesquisa de Matthew Call aponta caminhos claros:
Repensar o perfil profissional
Algumas empresas estão migrando do modelo ultraespecialista para generalistas experientes, capazes de conectar áreas, pensar estrategicamente e usar IA como alavanca de decisão.
Investir em formação estruturada
Acesso à tecnologia não é suficiente. É preciso aprender a raciocinar com IA, integrá-la a processos reais e tomar decisões a partir dela.
Democratizar a alfabetização em IA
Adotar IA não significa empoderar pessoas. Alfabetização real envolve aprender a questionar, desconstruir problemas e avaliar resultados com critério.
Mudar o foco do treinamento
De “como usar ferramentas” para “como pensar com IA”. A diferença entre profissionais medianos e de elite está na qualidade das perguntas, na capacidade de iteração e na leitura crítica das respostas.
Por que Estudar Inteligência Artificial Agora
A pesquisa é clara: a IA não é apenas mais uma tecnologia. Ela amplifica quem você já é como profissional. Isso significa que:
- A lacuna entre quem domina IA e quem não domina cresce rapidamente.
- Saber usar ferramentas básicas não diferencia ninguém.
- A vantagem está em unir raciocínio crítico, conhecimento técnico e visão estratégica.
- Adaptabilidade, experimentação e aprendizado contínuo se tornaram moeda profissional.
O Futuro do Trabalho Já Começou
Sem ação deliberada, o cenário tende à polarização:
profissionais que usam IA para criar, decidir e inovar, e profissionais que a utilizam apenas para automatizar tarefas.
A pergunta deixou de ser “vou usar IA?”
Agora é: quão rápido você consegue aprender a pensar com ela?
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Artigo baseado em pesquisa de Matthew Call, publicada no The Wall Street Journal. Matthew Call é um professor associado do Departamento de Gestão na Mays Business School da Texas A&M University. Sua área de pesquisa e especialização é em comportamento organizacional, tendo como um dos seus principais interesses: Profissionais de alto desempenho (star employees). É um colaborador regular do The Wall Street Journal, onde escreve artigos sobre temas relacionados ao mundo corporativo, desempenho profissional e inteligência artificial no trabalho.

